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2019-07-15T16:27:25+00:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
reconciliação

Avaliação positiva de Bolsonaro salta de 14% para 55% entre agentes de mercado

Sondagem da XP Investimentos também mostra melhora na percepção com relação ao Congresso, Previdência na casa de R$ 850 bilhões e Ibovespa em 120 mil pontos

15 de julho de 2019
16:27
Presidente da República, Jair Bolsonaro ao lado do ministro da Economia Paulo Guedes, durante live nas redes sociais
Presidente da República, Jair Bolsonaro ao lado do ministro da Economia Paulo Guedes, durante live nas redes sociais - Imagem: Marcos Corrêa/PR/Flickr Planalo

Depois do que podemos chamar de divórcio em maio, o mercado financeiro parece ensaiar uma reconciliação com o presidente Jair Bolsonaro. A avaliação positiva, que tinha caído a apenas 14%, subiu para 55% agora em julho. Mas ainda dista dos 86% de janeiro de 2019.

Entre a população em geral, o percentual de ótimo e bom de Bolsonaro tem oscilado na linha dos 33%. A melhora na percepção de ambiente político também transparece nas avaliações positivas com relação ao Congresso, que atingiram 86% agora em julho saindo de 32% em maio, maior leitura já captada. Para o restante do mandato de Bolsonaro, as menções ótimo e bom subiram de 27% para 55% (eram 86% em janeiro).

Já a previsão de economia final com a reforma da Previdência subiu de R$ 700 bilhões para R$ 850 bilhões. A pesquisa foi feita antes da definição de votação do segundo turno da Câmara apenas em agosto.

Bolsa e dólar

A pesquisa XP Investimentos ouviu 83 investidores institucionais entre os dias 11 e 12 de julho e a mediana das expectativas dos entrevistados é de Ibovespa em 120 mil pontos, dólar a R$ 3,70 e Selic em 5,5% no fim de 2019.

Para a maioria dos participantes (57%) eventuais episódios de volatilidade serão utilizados para ampliar exposição em Brasil, enquanto 25% pretendem reduzir risco depois da aprovação da reforma pelos deputados.

O principal tema para os mercados ao longo do semestre será a retomada do crescimento (39%), seguido pela reforma tributária (33%), mercado internacional (14%) e privatizações (13%).

Ainda sobre a agenda de privatizações, a expectativa de recursos a ser obtida ao longo de quatro anos subiu para R$ 400 bilhões, depois de ficar estacionada em R$ 300 bilhões entre janeiro e maio.

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Onde estão os riscos

Na avaliação sobre a percepção de riscos, os investidores são questionados sobre a materialização de riscos. Os eventos ligados a geopolítica, como guerra comercial, tem o maior percentual de "risco alto", seguido por 17% para "política local". Recessão nos EUA é um evento de risco médio para 52%. Praticamente ninguém acha que o Federal Reserve (Fed), banco central americano, será mais duro ou "falcão" que o previsto.

 

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