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2020-11-21T10:50:25-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco), “Abandonado” (Geração) e "Os Jogadores" (Planeta).
Celulose

Suzano vende área de floresta em São Paulo para reduzir endividamento

Suzano também vendeu um volume de madeira adicional para a Bracell Celulose, pelo preço de R$ 1,056 bilhão

21 de novembro de 2020
10:50
Floresta de eucalipto
Floresta de eucalipto - Imagem: Shutterstock

Dentro do plano de reduzir o endividamento, a Suzano anunciou a venda de uma área de 21.066 hectares de florestas na região central do estado de São Paulo para a Bracell Celulose e Turvinho Participações.

Os compradores também se comprometeram a adquirir as florestas já estabelecidas e as em crescimento e também a comprar um volume de madeira adicional pelo preço de R$ 1,056 bilhão. O negócio ainda depende da aprovação do Cade, o órgão de defesa da concorrência.

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A venda de ativos é um dos caminhos adotados pela Suzano para reduzir o peso da dívida no balanço após a megaquisição da Fibria. Esse efeito ficou mais evidente neste ano em razão da disparada do dólar.

Com mais de 80% da produção destinada à exportação, a empresa é uma das claras beneficiadas pela valorização da moeda norte-americana. No ano, as ações da empresa (SUZB3) acumulam alta de 29%.

Por outro lado, o câmbio e o ciclo de preços baixos da celulose pressionam a dívida. A Suzano encerrou o terceiro trimestre com uma dívida líquida de US$ 12,2 bilhões (R$ 68,7 bilhões).

A dívida representa 4,4 vezes a geração de caixa medida pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização). O objetivo da empresa é diminuir essa relação para três vezes até até o fim de 2021.

Em entrevista ao Seu Dinheiro em agosto, Marcelo Bacci, diretor de finanças e de relações com investidores da Suzano, disse que, além da venda de ativos, conta com a redução do programa de investimentos e do aumento das sinergias a partir da aquisição da Fibria para atingir o objetivo.

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