Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2020-05-08T08:59:41-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
balanço

Prejuízo da Natura cresce 10 vezes no 1º trimestre

Desempenho foi impactado “por uma alíquota de imposto de renda efetiva mais alta devido a despesas não dedutíveis relacionadas com a aquisição e efeitos de PPA na The Body Shop, diz a empresa

8 de maio de 2020
8:32 - atualizado às 8:59
Fachada de uma loja da Natura
Fachada de uma loja da Natura - Imagem: Divulgação

A fabricante de cosméticos Natura & Co, que reúne as marcas Natura, The Body Shop e Aesop, reportou prejuízo líquido consolidado de R$ 820,8 milhões, ante prejuízo de R$ 82 milhões de um ano antes.

Segundo a companhia, o desempenho foi impactado "por uma alíquota de imposto de renda efetiva mais alta devido a despesas não dedutíveis relacionadas com a aquisição e efeitos de PPA na The Body Shop, relacionados a passivos tributários diferidos no Reino Unido(reversão da taxa de imposto nominal de 17% para 19%)".

Ja o Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia somou R$ 571,5 milhões no período, uma queda de 20,9% na comparação anual.

Conforme a empresa, o resultado exclui custos de aquisição não recorrentes associados à Avon de R$ 298,3 milhões e o efeito não recorrente, não caixa, da alocação de preço de compra (PPA) de R$ 102,9 milhões, devido à alocação dos valores justos oriundos da combinação de negócios com a Avon. O Ebitda reportado ficou em R$ 145,3 milhões.

O resultado financeiro do primeiro trimestre ficou negativo em R$ 227,6 milhões, estável em comparação aos R$ 228,1 milhões de igual período do ano anterior. De acordo com a empresa, a performance foi favoravelmente impactada pela menor taxa de juros do CDI no Brasil, que compensou maiores despesas financeiras da dívida da Avon.

A receita líquida consolidada da companhia no intervalo entre janeiro e março de 2019 somou R$ 7,518 bilhões, uma alta de 1,9% sobre o mesmo período de 2019, impulsionada pelo crescimento na Natura&Co América Latina e na Aesop.

Caixa forte

A Natura encerrou o trimestre com uma forte posição de caixa de R$ 4,6 bilhões (R$ 3,6 bilhões em caixa e R$ 1 bilhão em depósitos de curto prazo), em linha com projeções e acima dos limites mínimos da empresa.

Entre janeiro e março, a saída de caixa da companhia somou R$ 1,659 bilhão, como esperado. O resultado também é consistente com o primeiro trimestre do grupo - historicamente sazonal - e mais impactado pelos efeitos da covid-19.

"O consumo no primeiro trimestre de 2020 inclui a Avon e está principalmente relacionado a custos de aquisição não recorrentes de R$ 501 milhões, impactos da covid-19 nas vendas e efeitos cambiais devido à desvalorização do real no capital de giro da Avon Internacional, The Body Shop e Aesop", explica a empresa.

No primeiro trimestre de 2019, em uma base estimada e não auditada (pró-forma), a Natura teria tido uma saída de caixa de R$ 765 milhões.

*Com Estadão Conteúdo

Comentários
Leia também
ENCRUZILHADA FINANCEIRA

Confissões de um investidor angustiado

Não vou mais me contentar com os ganhos ridículos que estou conseguindo hoje nas minhas aplicações. Bem que eu queria ter alguém extremamente qualificado – e sem conflito de interesses – para me ajudar a investir. Só que eu não tenho o patrimônio do Jorge Paulo Lemann. E agora?

Analistas respondem

Marcopolo (POMO4) perdeu metade do valor desde o início da pandemia, mas está pronta para a retomada. Hora de comprar a ação?

A queda das ações trouxe uma oportunidade para que os investidores comprem os papéis, mas analistas ainda alertam para os riscos da retomada

Derretendo no pregão

Por que o minério de ferro perdeu mais da metade do valor em poucos meses, impactando Vale e siderúrgicas

O preço da tonelada derreteu 8,80% nas vendas do porto de Qingdao, na China. Com isso, a principal commodity metálica do mundo passou a custar US$ 92,98

RAIO-X DE UM GIGANTE CAÍDO

Quem é a Evergrande, a gigante chinesa que está assustando os mercados globais

Da ascensão meteórica ao recorde mundial de endividamento em seu setor, conheça a história da megaincorporadora que nos últimos dias tem causado calafrios nos investidores

Exile on Wall Street

Tic-tac para Evergrande: entenda o que está em jogo com a crise de crédito envolvendo a incorporadora chinesa

Havia outros planos para este Day One. A realidade insiste em sua agressividade e seu não comedimento, atropelando de maneira avassaladora qualquer planejamento. “O campo escala”, ensina o filósofo Tite. Futuros de Wall Street em queda significativa, commodities em forte baixa, dólar em alta, corrida para os títulos do Tesouro norte-americano. “Ah, e as criptomoedas?” […]

Dinheiro na conta

Com dividendo bilionário, Copel (CPLE6) se salva da queda generalizada da bolsa

Estatal paranaense de energia anunciou que vai pagar R$ 1,4 bilhão em dividendos e Juros sobre o Capital Próprio (JCP) aos acionistas

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies