Menu
2020-08-05T18:48:29-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco), “Abandonado” (Geração) e "Os Jogadores" (Planeta).
Mínima histórica

Banco Central reduz Selic para 2% ao ano e sinaliza fim do ciclo de cortes de juros

Essa foi a nona (e última?) redução consecutiva no atual ciclo de queda da Selic, que começou em julho do ano passado

5 de agosto de 2020
18:20 - atualizado às 18:48
Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central (BC)
Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central (BC) - Imagem: Pedro França/Agência Senado

O Banco Central confirmou a expectativa da maior parte do mercado e reduziu a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual, para 2% ao ano. O corte renova a mínima histórica dos juros no país.

Essa foi a nona (e última?) redução consecutiva no atual ciclo de queda da Selic, que começou em julho do ano passado. No comunicado que acompanha a decisão, tomada por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) sinalizou o fim dos cortes de juros.

“Devido a questões prudenciais e de estabilidade financeira, o espaço remanescente para utilização da política monetária, se houver, deve ser pequeno”, informou.

O Copom não deixou, contudo, a porta totalmente fechada para novas reduções na Selic. Mas disse que qualquer corte adicional, caso seja feito, ocorrerá com “gradualismo adicional” e dependerá da percepção sobre a trajetória fiscal, assim como de novas informações que alterem a atual avaliação sobre a inflação prospectiva.

No comunicado que acompanha a decisão, o Copom também informa que não antevê reduções no grau de estímulo monetário. Ou seja, não há a expectativa de alta de juros no horizonte.

Mas o BC pode rever essa visão se as expectativas de inflação, assim como as projeções de inflação de seu cenário básico, se aproximarem da meta de inflação para o horizonte relevante de política monetária, que atualmente inclui o ano-calendário de 2021 e, em grau menor, o de 2022.

Com a redução de hoje, a taxa de juros real (descontada a inflação) passa a ser negativa tanto se considerarmos a inflação passada — de 2,13% no acumulado dos últimos 12 meses até junho — como a projetada, que está em 2,97%, de acordo com o último boletim Focus.

A reunião de hoje acabou atrasando para além das 18h, horário em que o BC costuma divulgar o resultado.

Cenário do Copom

BC aponta que a pandemia da covid-19 continua provocando a maior retração econômica global desde a Grande Depressão. “Nesse contexto, apesar de alguns sinais promissores de retomada da atividade nas principais economias e de alguma moderação na volatilidade dos ativos financeiros, o ambiente para as economias emergentes segue desafiador.”

No cenário doméstico, os indicadores recentes sugerem uma recuperação parcial, segundo o Copom, que vê os setores mais diretamente afetados pelo distanciamento social ainda deprimidos, apesar da recomposição da renda gerada pelos programas de governo.

“Prospectivamente, a incerteza sobre o ritmo de crescimento da economia permanece acima da usual, sobretudo para o período a partir do final deste ano, concomitantemente ao esperado arrefecimento dos efeitos dos auxílios emergenciais.”

Sobre a inflação, o Copom avalia que os indicadores permanecem abaixo dos níveis compatíveis com o cumprimento da meta para a inflação no horizonte relevante para a política monetária.

No cenário com taxa de juros constante a 2,25% ao ano e taxa de câmbio constante a R$ 5,20, as projeções de inflação situam-se em torno de 1,9% para 2020, 3,0% para 2021 e 3,7% para 2022, ainda de acordo com o BC.

Comentários
Leia também
ENCRUZILHADA FINANCEIRA

Confissões de um investidor angustiado

Não vou mais me contentar com os ganhos ridículos que estou conseguindo hoje nas minhas aplicações. Bem que eu queria ter alguém extremamente qualificado – e sem conflito de interesses – para me ajudar a investir. Só que eu não tenho o patrimônio do Jorge Paulo Lemann. E agora?

Aviação regional

Governo quer licitar cinco blocos de aeroportos na Amazônia Legal

Pontapé inicial será no Amazonas, onde o governo espera transferir para uma empresa a operação de oito aeroportos regionais em 2022

Reforma Tributária

Cresce resistência a “nova CPMF”

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, avisou a interlocutores que a criação do imposto dificilmente passará no Congresso

Reforma Tributária

Dúvida é adotar desoneração da folha horizontal ou vertical

Há consenso sobre desonerar as empresas de tributos sobre os salários de quem ganha até um salário mínimo, mas forma ainda está em discussão no Executivo.

Referente a 2019

BR Distribuidora vai pagar R$ 547,2 milhões em dividendos adicionais

Valor equivale a R$ 0,4687 por ação, e será pago em 30 de setembro.

2 anos de Seu Dinheiro

Poupança foi a pior aplicação dos últimos dois anos; saiba quais foram os investimentos mais rentáveis do período

O Seu Dinheiro completa dois anos de existência, acompanhando o investidor por um período de fortes emoções: alta volatilidade, grandes acontecimentos e queda de juros no mundo. Mesmo assim, correr algum risco valeu a pena.

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements