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2020-02-14T08:52:29-03:00
Jasmine Olga
Jasmine Olga
Cursando jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
Esquenta dos mercados

Enquanto o coronavírus assusta os mercados, BC age para aliviar o dólar

Após falas do ministro da Economia Paulo Guedes, a moeda americana disparou e o BC correu para trazer alívio ao câmbio . O dia também reserva a divulgação da ‘prévia do PIB’

14 de fevereiro de 2020
8:03 - atualizado às 8:52
Nota de dólar
Nota de dólar - Imagem: Shutterstock

O dólar foi mais uma vez a grande estrela do dia.

O mercado de câmbio reagiu com estresse às declarações do ministro Paulo Guedes e o dólar passou a flertar com a marca de R$ 4,40.

Após ver a moeda americana bater R$ 4,38 no começo da manhã, o Banco Central decidiu entrar no jogo e convocou um leilão extraordinário de swap cambial no valor de US$ 1 bilhão, o que aliviou a pressão. Com queda de 0,39%, a moeda encerrou o dia cotada a R$ 4,333.

Hoje, o BC volta a realizar um novo leilão extraordinário de swap cambial. Assim como o primeiro, o leilão será no valor de US$ 1 bilhão.

A atuação do BC no câmbio também mexeu com o mercado de juros, devolvendo alguma cautela e calibrando as apostas por novos cortes na Selic.

Enquanto os investidores ficam atentos ao mercado de câmbio, a agenda brasileira também reserva a divulgação do IBC-Br de dezembro, a prévia do PIB, que será divulgado 9h.

A expectativa é que o índice confirme a retomada lenta da economia e equilibre as apostas para atuações futuras do BC.

Fugindo do risco

Após a mudança de metodologia para o diagnóstico do coronavírus, o número de casos sofreu um aumento expressivo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) tentou amenizar a situação, dizendo se tratar apenas de um ajuste retroativo que não se reflete em um aumento na taxa de contágio.

A epidemia segue sendo um dos principais pontos de tensão do mercado. Os investidores ainda tentam medir qual será o impacto da epidemia para a economia global.

Com a cautela redobrada, as bolsas de Nova York interromperam a sequência de recordes e fecharam em baixa na sessão de ontem. Mas de olho em dados econômicos que serão divulgados hoje, os índices futuros amanhecem no positivo.

Seguindo o clima de aversão ao risco que tomou conta dos mercados globais, o Ibovespa também fechou em queda de 0,87%, aos 115.662,40 pontos.

Na Ásia, as bolsas fecharam em alta, enquanto os investidores monitoram o coronavírus. O mercado local também foi influenciado pela expectativa de que a China coloque em prática a redução de tarifas sobre produtos americanos, previsto na primeira fase do acordo comercial.

Só depois do carnaval

A primeira reunião formal do colegiado que irá discutir a reforma tributária ainda deve levar mais algumas semanas para acontecer.

Parlamentares indicados afirmaram que, diante de um Congresso esvaziado nos próximos dias, a reunião deve ficar para depois do carnaval.

Balanços

Hoje é dia de conhecer os resultados do BTG Pactual, Usiminas e Cosan.

Confira alguns dos resultados divulgados nesta quinta-feira:

Agenda

Nos Estados Unidos, os números das vendas do varejo e produção industrial de janeiro.

Zona do euro e Alemanha divulgam as estimativas para o PIB do 4º trimestre.

Fique de olho

  • B3 aceitou o pedido da Petrobras para desvincular a petroleira do programa Destaque em Governança de Estatais.
  • A Priner precificou suas ações em R$ 10, movimentando R$ 173,9 milhões. O valor saiu no piso da faixa indicativa.
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