Menu
2019-11-08T15:58:21-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
Não vai ser fácil

Fitch diz que Brasil precisa de mais reformas e crescimento se quiser ver rating elevado

Diretor-executivo da agência de rating, Rafael Guedes, afirmou que é preciso mais do que a reforma que o país volte a crescer

8 de novembro de 2019
15:58
Fachada da Fitch Ratings
Imagem: Shutterstock

O diretor executivo da agência de rating Fitch, Rafael Guedes, afirmou que a aprovação da reforma da Previdência era necessária, mas não suficiente para mudar a nota do Brasil, que está em perspectiva estável e só deve ter revisão entre 18 e 24 meses.

"Sem dúvida a gente está vendo nesses 300 dias de governo uma série de alterações, como a reforma da Previdência, que não foi aquela que foi enviada mas ficou bastante robusta, a parte mais difícil já passou", avaliou depois de ter sua palestra cancelada no seminário sobre risco Brasil, na Fundação Getúlio Vargas (FGV) para dar lugar ao ministro da Economia, Paulo Guedes, que teria um compromisso e não poderia esperar a fala do executivo da Fitch.

De acordo com Guedes, porém, mais do que a reforma é preciso que o país volte a crescer."A reforma da Previdência é necessária mas não suficiente para que tenhamos estabilização das contas fiscais, outras reformas são necessárias e tão importante como a reforma é o crescimento voltar", disse.

Ele afirmou que o mercado tem demonstrado confiança na condução econômica do governo e destacou a queda da taxa de juros. "Elas (taxas de juros) caíram pela metade e estão muito mais planas. Isso indica que o mercado tem uma confiança muito maior na sustentabilidade da dívida governamental no longo prazo", explicou.

Frustração com megaleilão

Guedes também disse que a venda abaixo do esperado no megaleilão de petróleo esta semana não compromete as contas do governo, mas que a agência dava como certos esses recursos. Ele ponderou que isso não deve afetar uma eventual revisão da nota do Brasil.

Guedes elogiou o programa de privatização do governo e as demais reformas que estão sendo anunciadas e destacou a falta de protestos com a venda da BR Distribuidora, o que indicaria que o processo está ocorrendo de maneira tranquila.

"Qualquer menção de privatização, até de tirar o cafezinho da Petrobras, a avenida Chile (onde fica a sede da Petrobras, no Rio) ficaria intransitável. Tivemos a privatização da BR Distribuidora sem nenhum ruído", afirmou. "Tem uma série de fatores da privatização, mas sem dúvida vender ativos é bom para as contas do governo", completou.

*Com Estadão Conteúdo.

Comentários
Leia também
ENCRUZILHADA FINANCEIRA

Confissões de um investidor angustiado

Não vou mais me contentar com os ganhos ridículos que estou conseguindo hoje nas minhas aplicações. Bem que eu queria ter alguém extremamente qualificado – e sem conflito de interesses – para me ajudar a investir. Só que eu não tenho o patrimônio do Jorge Paulo Lemann. E agora?

FECHAMENTO

Bolsa, dólar e juros terminam o dia no vermelho com repercussão do Orçamento e novo plano Biden

Plano de Biden de aumentar impostos não agradou o mercado e a perspectiva de nova injeção de estímulos puxou para baixo o dólar. Já os juros futuros recuaram de olho na sanção do Orçamento

dança das cadeiras

Carrefour muda alto escalão, em processo de integração com Grupo BIG

Sébastien Durchon deixa o cargo de vice-presidente de finanças e de relações com investidores; executivo ficará à frente do processo de integração com a companhia adquirida

Concorrência pesa

Lucro líquido da Intel despenca 41% no 1º trimestre

Apesar do resultado negativo, a receita da companhia caiu apenas 1% na comparação com os primeiros três meses do ano passado

Milionários na mira

Biden quer dobrar impostos sobre ganhos de capital dos mais ricos para financiar educação infantil

O presidente dos EUA aposta no aumento das taxas para investidores que ganham acima de US$ 1 milhão para financiar sua nova proposta

Oferta de ações

Caixa Seguridade (CXSE3): reservas para o IPO terminam no dia 26; veja os detalhes e se vale a pena investir

Banco público pretende captar até R$ 6,5 bilhões com a venda de parte de suas ações na empresa que reúne suas participações em seguros

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies