Menu
2019-10-02T22:28:25-03:00
Kaype Abreu
Kaype Abreu
Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Colaborou com Estadão, Gazeta do Povo, entre outros.
Otimismo

Setor de alimentos caminha para ter expansão sólida nos lucros em 2019, diz BTG

Para analistas da instituição, lucro das empresas de alimentos e bebidas deve ser 138% maior que em 2018; BRF, JBS, Marfrig e Ambev são as maiores representantes do setor

2 de outubro de 2019
16:24 - atualizado às 22:28
carne suína
Imagem: Shutterstock

As empresas brasileiras do ramo de alimentos e de bebidas devem ter o melhor desempenho no mercado interno neste ano, de acordo com análise do BTG Pactual. Os analistas do banco projetam que o lucro líquido consolidado do setor irá mais que dobrar nesse ano em relação a 2018 — para ser mais exato, o crescimento estimado é de 138%.

De fato, esse segmento tem se destacado na bolsa em 2019. Entre as companhias alimentícias, as ações dos frigoríficos BRF, JBS e Marfrig já acumulam valorizações de 71%, 172% e 110% desde o início do ano, em meio crise na oferta de carne de porco na China decorrente da peste suína.

E, no ramo de bebidas, os papéis da Ambev tem alta de 23% nesse ano. No entanto, esses quatro ativos têm desempenhos negativos nesta quarta-fera (2), seguindo a tendência do principal índice acionário da bolsa.

Em relatório, os analistas Carlos Sequeira, Bernardo Teixeira e Osni Carfi, do BTG, ressaltam que outros setores expostos ao mercado doméstico tendem a apresentar um crescimento forte nos lucros neste ano. Entre os destaques, aparecem os segmentos de bens de capital (+62%), aluguel de veículos e logística (+31%) e infraestrutura (+30%).

Peso do setor bancário

Apesar de todo o otimismo com os ramos citados acima, o BTG ressalta que os bancos continuam a ter um grande peso na proporção de ganhos consolidados — e que os lucros do setor bancário irão crescer 'apenas' 19% em 2019 na comparação com o ano passado.

Assim, segundo as projeções do BTG, o lucro das empresas brasileiras com atuação interna como um todo — a conta exclui as companhias exportadoras de commodities, a Petrobras e a Vale — passará por uma expansão de 20% neste ano. Em 2020, a alta prevista é de 18%.

"Na última vez que publicamos nossa análise de lucros consolidados, há cinco meses, estávamos modelando um crescimento de 22% nos ganhos das empresas domésticas — ou seja, nosso time promoveu um ligeiro corte nas projeções", escrevem os analistas.

"Mas a revisão acabou sendo mais branda do que a imaginávamos, dado que o crescimento do PIB neste ano foi revisado para menos de 1%, de 2,5% no começo do ano".

Em termos de receita líquida, a instituição financeira prevê um crescimento de 9,5% neste ano para as empresas com exposição ao mercado doméstico — em 2020, o avanço projetado é de 9%.

Comentários
Leia também
ENCRUZILHADA FINANCEIRA

Confissões de um investidor angustiado

Não vou mais me contentar com os ganhos ridículos que estou conseguindo hoje nas minhas aplicações. Bem que eu queria ter alguém extremamente qualificado – e sem conflito de interesses – para me ajudar a investir. Só que eu não tenho o patrimônio do Jorge Paulo Lemann. E agora?

novos rumos

Com Biden, meio ambiente entra no foco de comércio entre Brasil e Estados Unidos

Exportadores brasileiros passam a ter outro motivo de apreensão a partir de hoje, com a chegada de Joe Biden à Casa Branca

simplificação

Governo federal lança sistema para simplificar a abertura de empresas

Segundo o Ministério da Economia, empreendedores podem abrir empresas em apenas um dia e sem necessidade de percorrer vários órgãos públicos

fim da barreira

China autoriza retomada da exportação de carne de duas unidades da JBS

Com isso, todas as restrições impostas à exportação da JBS para a China ao longo de 2020 foram levantadas e a companhia volta a ter 25 unidades aptas a exportar para o país asiático

DESTAQUES DA BOLSA

Ações ligadas ao e-commerce sobem com “efeito Netflix” e entusiasmo por Biden

Desempenho positivo da Netflix puxa Nasdaq e reflete nas empresas da “nova economia” listadas na bolsa brasileira

entrevista

Fusão entre Fiat e Peugeot tem objetivo de evitar o fechamento de fábricas, diz presidente da Stellantis

Operação reuniu 14 marcas sob uma única organização, com vendas de cerca de 8 milhões de unidades e faturamento (antes de sinergias) de € 167 bilhões

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements
Advertisements

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies