Menu
2019-06-24T14:50:33-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
fala bc

Setor externo tem superávit de US$ 662 milhões em maio, diz BC; saldo é sazonal

Estimativa para a dívida externa brasileira em maio é de US$ 322,476 bilhões, segundo a instituição; ano de 2018 terminou com uma dívida de US$ 320,612 bilhões

24 de junho de 2019
11:43 - atualizado às 14:50
Fachada do Banco Central do Brasil (BC)
Imagem: Arnaldo Jr./Shutterstock

Após o déficit de US$ 62 milhões em abril, o resultado das transações correntes ficou positivo em maio deste ano, em US$ 662 milhões, informou nesta segunda-feira, 24, o Banco Central. A instituição projetava para o mês passado superávit de US$ 400,0 milhões na conta corrente.

O número do mês passado ficou abaixo da mediana das estimativas do mercado financeiro no levantamento Projeções Broadcast, calculada em US$ 750 milhões, e dentro do intervalo das previsões, que ia de superávit de US$ 310,0 milhões a US$ 2,000 bilhões.

O chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, afirmou que o superávit de US$ 662 milhões na conta corrente do Brasil em maio é sazonal. Segundo ele, é de se esperar superávits ou déficits menores no mês, em função da safra agrícola.

"Os produtos agrícolas têm sazonalidade mais favorável, por conta da exportação a outros países, que ajuda a conta corrente", explicou Rocha.

A balança comercial registrou saldo positivo de US$ 5,686 bilhões em maio, enquanto a conta de serviços ficou negativa em US$ 2,989 bilhões. A conta de renda primária também ficou deficitária, em US$ 2,484 bilhões. No caso da conta financeira, o resultado ficou positivo em US$ 1,206 bilhão.

No acumulado do ano até maio, o rombo nas contas externas soma US$ 7,576 bilhões. A estimativa do BC, atualizada no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de março, é de déficit em conta corrente de US$ 30,8 bilhões em 2019.

Já nos 12 meses até maio deste ano, o saldo das transações correntes está negativo em US$ 13,923 bilhões, o que representa 0,75% do Produto Interno Bruto (PIB). Este porcentual de déficit ante o PIB é o maior desde janeiro (0,79%).

Lucros e dividendos

A remessa de lucros e dividendos de companhias instaladas no Brasil para suas matrizes foi de US$ 1,702 bilhão em maio, informou o Banco Central. A saída líquida representa um volume maior que os US$ 1,091 bilhão que foram enviados em igual mês do ano passado, já descontados os ingressos.

No acumulado do ano até maio, a saída líquida de recursos via remessa de lucros e dividendos alcançou US$ 8,472 bilhões. A expectativa do BC é a de que a remessa de lucros e dividendos de 2019 some US$ 20,5 bilhões.

O BC informou também que as despesas com juros externos somaram US$ 775 milhões em maio, ante US$ 1,102 bilhão em igual mês do ano passado.

No acumulado do ano, essas despesas alcançaram US$ 8,429 bilhões. Para este ano, o BC projeta pagamento de juros no valor de US$ 17,0 bilhões.

Viagens internacionais

A conta de viagens internacionais voltou a registrar déficit em maio, informou o Banco Central. No mês passado, a diferença entre o que os brasileiros gastaram lá fora e o que os estrangeiros desembolsaram no Brasil foi de um saldo negativo de US$ 1,053 bilhão. Em igual mês de 2018, o déficit nessa conta foi de US$ 1,187 bilhão.

O desempenho da conta de viagens internacionais foi determinado por despesas de brasileiros no exterior, que somaram US$ 1,471 bilhão em maio. Já o gasto dos estrangeiros em passeio pelo Brasil ficou em US$ 418 milhões no mês passado.

No ano até maio, o saldo líquido da conta de viagens ficou negativo em US$ 4,579 bilhões. Para 2019, o BC estima um déficit de US$ 15,0 bilhões.

Dívida externa

A estimativa do Banco Central para a dívida externa brasileira em maio é de US$ 322,476 bilhões. Segundo a instituição, o ano de 2018 terminou com uma dívida de US$ 320,612 bilhões.

A dívida externa de longo prazo atingiu US$ 252,895 bilhões em maio, enquanto o estoque de curto prazo ficou em US$ 69,582 bilhões no fim do mês passado.

*Com Estadão Conteúdo 

Comentários
Leia também
ENCRUZILHADA FINANCEIRA

Confissões de um investidor angustiado

Não vou mais me contentar com os ganhos ridículos que estou conseguindo hoje nas minhas aplicações. Bem que eu queria ter alguém extremamente qualificado – e sem conflito de interesses – para me ajudar a investir. Só que eu não tenho o patrimônio do Jorge Paulo Lemann. E agora?

novos rumos

Com Biden, meio ambiente entra no foco de comércio entre Brasil e Estados Unidos

Exportadores brasileiros passam a ter outro motivo de apreensão a partir de hoje, com a chegada de Joe Biden à Casa Branca

simplificação

Governo federal lança sistema para simplificar a abertura de empresas

Segundo o Ministério da Economia, empreendedores podem abrir empresas em apenas um dia e sem necessidade de percorrer vários órgãos públicos

fim da barreira

China autoriza retomada da exportação de carne de duas unidades da JBS

Com isso, todas as restrições impostas à exportação da JBS para a China ao longo de 2020 foram levantadas e a companhia volta a ter 25 unidades aptas a exportar para o país asiático

DESTAQUES DA BOLSA

Ações ligadas ao e-commerce sobem com “efeito Netflix” e entusiasmo por Biden

Desempenho positivo da Netflix puxa Nasdaq e reflete nas empresas da “nova economia” listadas na bolsa brasileira

entrevista

Fusão entre Fiat e Peugeot tem objetivo de evitar o fechamento de fábricas, diz presidente da Stellantis

Operação reuniu 14 marcas sob uma única organização, com vendas de cerca de 8 milhões de unidades e faturamento (antes de sinergias) de € 167 bilhões

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements
Advertisements

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies