Menu
2019-08-07T15:20:13-03:00
Jasmine Olga
Jasmine Olga
Cursando jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
O top 3 das gestoras

Randon acelera e é novidade entre as principais ações recomendadas para junho

Após fortes emoções da bolsa em maio, as gestoras resolveram sair um pouco do main-stream e apostar em uma novidade. Confira as principais recomendações para o mês de junho

8 de junho de 2019
7:00 - atualizado às 15:20
Selo Ação do mês
Randon é a novidade entre as indicações para o mês de junho - Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Uma eletrizante viagem de montanha-russa, uma emocionante corrida de fórmula 1 ou uma série de tsunamis?

Você pode escolher a analogia de sua preferência, mas o fato é que maio passou pelo mercado financeiro deixando muita história para contar. Foram acontecimentos e reviravoltas para todos os gostos, com um roteiro digno de ficção. Mas, no fim das contas, a maldição de maio foi quebrada, com o Ibovespa recuperando as perdas acumuladas no mês e avançando 0,7% .

Será que junho nos reserva emoções no mesmo nível? Difícil prever. Mas, para ajudar você a se preparar para o que pode vir por aí, conversei com importantes gestoras do mercado financeiro e fiz um levantamento com as principais indicações para o mês.

Dessa vez, o nosso ranking de recomendações conta com uma nova estrela na liderança: o Banco do Brasil, indicado por cinco gestoras. Logo em seguida vem a sempre preferida Petrobras, com duas indicações, empatando com a novata de pódio, a Randon.

Além das empresas do nosso top 3, outros setores também merecem atenção. A lista completa conta com outros bancões, varejistas e empresas do setor de energia — este último marcou forte presença entre as indicações, sendo representado por Eletrobras, AES Tietê, Companhia Energética de São Paulo (CESP) e a Companhia Paranaense de Energia (Copel).

Pole Position

Para quem acompanha a nossa lista mensal de recomendações, a presença do Banco do Brasil (BBAS3) por aqui não é nenhuma novidade.

Mês sim e outro também, a estatal figura entre os papéis preferidos dos analistas. Mas dessa vez, mais do que marcar presença, o bancão foi o líder disparado de recomendações — e os motivos não são mais segredo para ninguém.

Desde o início do ano, a postura da nova gestão tem agradado ao mercado e a moral do BB não para de crescer. Sua nova diretoria surfa na onda liberal e defende uma extensa pauta de privatização, com a venda de participações consideradas não estratégicas já programadas.

A lista de desinvestimentos do Banco do Brasil inclui ativos como a Neoenergia, a BB DTVM, a área de gestão de fundos e da participação no banco de investimentos. A continuidade das medidas voltadas para o controle de custos e despesas, somados aos rumores de venda de subsidiárias do banco, devem impulsionar o lucro da companhia em 2019.

“O novo governo já sinalizou que não há interesse em privatizar o banco, mas pretende alentar ativos em sua estrutura para torná-lo mais competitivo no setor. Entendemos que esse será o principal gatilho para o preço da ação ao longo deste ano”, explica um analista da Planner.

O bom momento do setor bancário continua dando força às ações do BB. No mês passado, eu cheguei a comentar que o resultado anual de 2018 havia enchido os olhos dos investidores. E, de lá pra cá, as coisas só melhoraram.

Recentemente, o banco divulgou o balanço do primeiro trimestre e os números vieram fortes, agradando os analistas e superando as expectativas do mercado. O BB apresentou um lucro líquido de R$ 4,247 bilhões, um aumento de 40,3% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. A rentabilidade atingiu 16,8%, um salto de 4,2%.

A Guide Investimentos ressaltou, em seu relatório de recomendações, a crescente recuperação do crédito, que vem surpreendendo os investidores e deve seguir o ritmo de crescimento nos próximos resultados . “Os números têm mostrado uma contínua recuperação da qualidade da carteira de crédito, além do eficiente controle das despesas administrativas e crescimento das rendas de tarifa”, completa.

Ou vai, ou racha

Mesmo diante de tanta turbulência no noticiário político, os papéis preferenciais da Petrobras (PETR4) seguem muito bem colocados no top 3 das corretoras. O intenso plano de desinvestimentos da estatal continua nos holofotes — o programa já garantiu US$ 10,3 bilhões aos cofres da empresa e anima o mercado.

Recentemente, o conselho de administração da Petrobras aprovou a venda de parte do controle da BR Distribuidora, o que diminuirá a participação da petroleira para menos de 50%. A fatia exata a ser vendida ainda não foi definida, mas a operação será feita por meio de uma oferta pública secundária de ações (follow on).

Em sua carteira de recomendações para junho, a Necton cita a retomada do preço do petróleo desde o último trimestre de 2018 como um fator positivo para os negócios da empresa e uma demonstração de que eventos microeconômicos podem ditar o ganho de valor da companhia durante o ano.

Mas o mês de maio também apresentou alguns reveses para a empresa.  Após bater o martelo sobre a venda de 90% de sua participação na Transportadora Associada de Gás (TAG) no início de abril, a petroleira teve uma surpresa desagradável.

O Supremo Tribunal Federal (STF) questionou novamente a forma como as privatizações vinham sendo feitas, e o ministro Edson Fachin suspendeu o negócio, estabelecendo que a transação só poderia ocorrer por meio de licitação. A medida impactou não só o processo de venda da TAG, mas também resultou na suspensão de liminar de venda de duas outras subsidiárias da Petrobras.

Mas, após o entrave, o Supremo liberou a venda de ativos e subsidiárias sem a necessidade de licitação, destravando a negociação da TAG e permitindo que a petroleira siga com o seu plano de desinvestimento. No entanto, o STF decidiu que, no caso de venda das estatais, o governo precisa sim de aprovação do Legislativo.

Deu zebra

Dentre os nomes já consolidados, uma nova queridinha chamou a atenção entre as principais recomendações de junho. São as ações preferenciais da Randon (RAPT4).

Vale a pena ficar de olho na empresa, que atua com implementos rodoviários e autopeças e assume a posição de liderança em diversas categorias deste setor. E as indicações dos gestores têm fundamentos muito bons.

Nos últimos meses, os papéis da companhia sofreram forte desvalorização, com a pressão dos rumores de uma nova greve de caminhoneiros e do impacto da crise argentina no setor automobilístico. Por outro lado, a Randon apresentou bons resultados no primeiro trimestre, com aumentos na receita e na margem bruta.

O motivo? O forte crescimento na demanda por autopeças e implementos rodoviários. Com o início de ano aquecido, a Randon apresentou uma receita líquida de R$ 1,1 bilhão, um aumento de 23% em relação ao mesmo período de 2018. E para o restante do ano de 2019 e para 2020, as perspectivas continuam positivas.

Pelo cenário em que atua, a companhia é bem dependente do que acontece no ambiente macroeconômico do país, já que a maior fatia do seu faturamento bruto é obtida no mercado interno. Então, é aquela história: se a agenda de reformas do governo continuar firme e forte e as perspectivas de crescimento melhorarem, a Randon terá tudo para avançar ainda mais.

Segundo a Planner, a empresa está concluindo sua expansão de 30% na capacidade de produção de implementos rodoviários, o que deve ampliar as vendas deste segmento para o restante do ano. "Em abril, a receita líquida consolidada da Randon atingiu R$ 426 milhões, valor 15,4% maior que no mesmo mês do ano passado.  Com isso, o faturamento nos primeiros quatro meses de 2019 somou R$ 1,56 bilhão, 20,8% acima daquele auferido em 2018".

Ao que tudo indica, a empresa estará preparada para quando o mercado voltar a acelerar. Durante o período de crise, a Randon fez o seu dever de casa e investiu fortemente em reestruturação organizacional e operacional, diminuindo o número de diretorias, gerentes e enxugando todos a sua estrutura, se transformando em um negócio ainda mais eficiente.

Comentários
Leia também
UMA OPÇÃO PARA SUA RESERVA DE EMERGÊNCIA

Um ‘Tesouro Direto’ melhor que o Tesouro Direto

Você sabia que existe outro jeito de investir a partir de R$ 30 em títulos públicos e com um retorno maior? Fiz as contas e te mostro o caminho

COLUNA DO PAI RICO PAI POBRE

Como se preparar para a nova Era do Empreendedorismo

Quando as coisas mudam tão drasticamente quanto nos últimos meses, pode ser difícil perceber, mas esses momentos criam as maiores oportunidades.

Dados atualizados

Mortes por coronavírus no Brasil vão a 34.973; infectados são 643.766

Na quinta-feira, havia 34.021 mortes registradas, segundo o Ministério da Saúde. O balanço diário totalizava 614.941 infectados

Números da pandemia

‘Acabou matéria no Jornal Nacional’, diz Bolsonaro sobre atraso em dados do coronavírus

Questionado sobre o terceiro dia com atraso seguido na divulgação de mortos e infectados pela covid-19 pelo Ministério da Saúde, o presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta sexta-feira, 5, que “acabou matéria no Jornal Nacional”, telejornal da TV Globo

seu dinheiro na sua noite

A crise do coronavírus vai ser uma marolinha?

Em 2008, ao ser questionado sobre a crise financeira, o ex-presidente Lula disse que o tsunami sobre a economia global chegaria ao Brasil como uma “marolinha”. O resultado você e eu conhecemos. Pois bem, com a rápida recuperação dos mercados nas últimas semanas já vejo muita gente resgatar a tese da marolinha. Na nova versão, […]

Marcelo Guaranys

Ninguém voltará para fila do Bolsa Família após fim do auxílio emergencial, diz secretário

Depois de o governo transferir quase R$ 84 milhões do Bolsa Família para publicidade institucional, secretários do Ministério da Economia disseram que o programa está com a fila zerada

Isso é que é alívio

Dólar despenca 6,52% na semana e fica abaixo de R$ 5,00; Ibovespa dispara mais de 8%

O dólar à vista terminou a semana a R$ 4,99, indo ao menor nível desde 26 de março, enquanto o Ibovespa cravou a sexta alta seguida e voltou ao patamar de 94 mil pontos. Entenda o que motivou toda essa onda de otimismo nos mercados

Secretário especial da fazenda

Bolsa Família não foi prejudicado com transferência de recurso à Secom, diz Waldery

Ele lembrou que o governo decidiu prorrogar o auxílio emergencial por duas parcelas “em princípio” e que, depois da medida provisória que previa o pagamento permanente do 13º para o Bolsa Família caducar, o governo analisará o espaço orçamentário para esse medida neste ano

Efeito coronavírus

Varejo de SP tem perdas de R$ 16 bilhões durante quarentena, diz Fecomercio

O cálculo é da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), levando em consideração 72 dias de quarentena até ontem

Menos frequência, mais gasto

Redes de supermercados e atacarejos faturam 12,5% a mais em maio

Os dados são de um levantamento da GS Ciência do Consumo, empresa de inteligência analítica e soluções de tecnologia para indústria e varejo

YDUQ3 salta 10% na bolsa

BTG mantém-se neutro sobre Yduqs, mas vê ‘gatilho valioso’ após aquisição de R$ 120 milhões

Yduqs salta mais de 10% no Ibovespa; para BTG, o fraco ímpeto de lucros da companhia e a falta de catalisadores ainda justificam a cautela na recomendação

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements