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2019-04-04T14:09:35-03:00
Luis Ottoni
Luis Ottoni
Jornalista formado pela Universidade Mackenzie e pós-graduando em negócios pela Fundação Getúlio Vargas. Atuou nas editorias de economia nos portais G1, da Rede Globo, e iG.
Sob pressão

Governo italiano reforça déficit e disputa com UE esquenta ainda mais

País disse que não vai ceder às pressões da União Europeia para cortar gastos

3 de outubro de 2018
9:40 - atualizado às 14:09
Itália e União Europeia
Imagem: shutterstock

A disputa entre a Itália e a União Europeia deve esquentar ainda mais nesta quarta-feira, 3, após o governo ressaltar ontem à noite que manteria seus gastos elevados, mesmo que isso trouxesse um déficit orçamentário ao país e fosse contra o bloco.

Segundo o vice-premiê do país, Luigi Di Maio, Roma não vai ceder às pressões da UE e deverá ter um déficit público referente a 2,4% de seu Produto Interno Bruto (PIB) em 2019. Di Maio disse ainda que "não vai recuar um milímetro dos gastos", mas que o governo pretender agir para reduzir esse número até 2021.

'Não me importo'

O outro vice-premiê italiano, Matteo Salvini, confirmou os planos da administração e não poupou críticas à UE. "Eu não me importo com as ameaças da Europa. Nos próximos anos, nós planejamos reduzir o déficit e a dívida", disse o também ministro do Interior.

Ontem, Salvini atacou o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, sugerindo que ele tem problema com bebidas alcoólicas. "Eu falo com pessoas sóbrias que não fazem comparações que não estão nem no céu ou na terra", comentou Salvini, ao ser questionado sobre declarações de Juncker de que a Itália poderia enfrentar quadro similar ao da crise da Grécia.

'Sob controle'

Na segunda-feira, o ministro da economia, Giovanni Tria, disse ter sido avisado por colegas da zona europeia que os plano orçamentário italiano fere as regras do bloco. Em resposta, o ministro disse que o plano promoveria um crescimento de 1,6% à Itália em 2019, mantendo dessa forma as finanças públicas "sob controle".

Já o Comissário de Assuntos Econômicos, Pierre Moscovici, não pensa da mesma forma. Para ele, a estratégia é "um desvio muito significativo com relação ao compromisso assumido" pelos governos anteriores.

*Com Estadão Conteúdo

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